O Jardim Pantanal Abandonado: Quando a Incompetência do Governo Deixa a População à Mercê da Tragédia

Por Thiago de Moraes

As águas barrentas do Tietê avançam sobre o Jardim Pantanal, e junto com elas vêm o medo, o desespero e a revolta. Não é a primeira vez que o bairro enfrenta essa calamidade, e ao que tudo indica, também não será a última. O governo de São Paulo, no entanto, parece seguir a mesma cartilha de sempre: promessas vazias, medidas ineficazes e a população entregue à própria sorte.

Enquanto famílias perdem o pouco que têm, convivendo com a lama que invade suas casas, o poder público se esconde atrás de discursos técnicos, explicações burocráticas e justificativas que, na prática, não alteram em nada a dura realidade dos moradores. O que poderia ser evitado com planejamento e obras de infraestrutura transformou-se em um ciclo de sofrimento anual, onde os atingidos assistem ao descaso do Estado enquanto lutam para sobreviver.

E como se não bastassem as enchentes, há um inimigo ainda mais silencioso se espalhando pelos becos alagados: os animais peçonhentos. Escorpiões, cobras e aranhas encontram nas águas sujas do Tietê um ambiente propício para se proliferar, tornando a tragédia ainda mais perigosa. Crianças brincam perto da lama sem saber dos riscos, idosos tentam limpar suas casas sem proteção, e a assistência governamental se resume a números em planilhas. Nenhuma ação concreta para conter essa ameaça surge no horizonte.

A prefeitura e o governo estadual jogam a culpa um no outro, fingindo não saber que essa situação se repete há décadas sem solução. A desocupação forçada, que já foi usada como justificativa para amenizar os alagamentos, apenas empurrou famílias para áreas ainda mais precárias. O investimento em drenagem e contenção das cheias continua insuficiente, e a realidade é que o Jardim Pantanal segue invisível para aqueles que deveriam zelar por sua segurança e dignidade.

A cidade de São Paulo se orgulha de sua modernidade, seus arranha-céus e suas grandes obras, mas a verdade é que o abandono de regiões como o Jardim Pantanal expõe a desigualdade gritante que persiste. Não há planejamento urbano para os mais pobres, não há políticas públicas eficazes para enfrentar um problema que já deveria ter sido resolvido.

A omissão do poder público não pode ser desculpa para a indiferença da sociedade. Se o Estado vira as costas, a solidariedade precisa falar mais alto. As famílias do Jardim Pantanal perderam móveis, roupas, alimentos e, em muitos casos, até a esperança. Precisam de ajuda urgente.

É hora de agir. Quem puder doar alimentos, roupas, produtos de higiene, água potável ou qualquer outro item essencial fará uma diferença enorme na vida dessas pessoas. Voluntários e organizações estão se mobilizando para arrecadar donativos e levar apoio às vítimas dessa tragédia anunciada.

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